O mercado Tech no Brasil cresce, mas há um déficit de talentos! Saiba o que as empresas buscam em 2026 e como se destacar. Clique e confira!
O setor de tecnologia brasileiro mantém um ritmo de crescimento notável, mas enfrenta um desafio persistente: a carência de profissionais altamente especializados. Estima-se que o mercado possa gerar entre 30 mil e 147 mil novos empregos formais, sendo que 57% desses postos estão diretamente ligados à área de tecnologia.
No entanto, o ritmo de formação de talentos ainda não acompanha a demanda crescente. Entre 2019 e 2024, o mercado necessitou de mais de 665 mil profissionais, mas apenas 464 mil foram formados no mesmo período, gerando um descompasso significativo de 30,2%.
Esse cenário de desequilíbrio resultou em um déficit acumulado estimado em mais de 530 mil vagas não preenchidas entre 2021 e 2025, conforme apontado por levantamentos recentes. Contudo, essa situação pode criar um ambiente mais favorável para quem está iniciando ou se aprimorando na área.
Segundo o relatório de 2026 da Robert Half, 44% das empresas brasileiras planejam expandir suas equipes de tecnologia. Além disso, metade dos gestores manifestou disposição em oferecer remunerações acima da média para profissionais que possuam certificações ou conhecimentos especializados.
“O que realmente faz a diferença na prática não é apenas saber programar. As companhias buscam indivíduos que compreendam o problema de negócio, que tenham boa capacidade de comunicação e que demonstrem rápida evolução”, explica Thiago Muniz, especialista em tecnologia e CEO da Receita Previsível e da B2B Stack.
A Impulso aponta Tecnologia da Informação e Engenharia de Software como a principal área de especialização para 14,3% dos profissionais. Para ajudar quem deseja entrar neste mercado em 2026, especialistas reuniram oito dicas práticas.
O ponto de partida mais comum é o domínio de uma linguagem de programação. Contudo, o que realmente diferencia os candidatos é ir além da sintaxe básica: é preciso entender frameworks, ferramentas de versionamento como Git, práticas de código limpo e ciclos de desenvolvimento ágil.
“A linguagem é o instrumento; o que o mercado valoriza é a capacidade de resolver problemas reais. Quem domina um instrumento, aprende outro com muito mais facilidade, e isso vale para o código”, comenta Sylvestre Mergulhão, CEO da Impulso.
A segurança digital deixou de ser um nicho exclusivo. Hoje, é uma competência esperada de qualquer profissional da área. No Brasil, a Fortinet estima a necessidade de cerca de 750 mil especialistas em cibersegurança.
Fernando Corrêa, especialista em segurança cibernética e CEO da Security First, alerta que “Todo desenvolvedor que escreve código está, na prática, criando uma superfície de ataque potencial. Conhecer princípios básicos, como OWASP Top 10 e criptografia, não é opcional; é fundamental para a robustez do produto”.
A pesquisa da Impulso revela que 68,4% dos brasileiros já utilizaram ou usam IA em suas atividades. Análise de Dados e Inteligência Artificial surgem como a segunda habilidade mais requisitada para o futuro (33,2% das escolhas).
O relatório da Robert Half destaca o Engenheiro de Inteligência Artificial como o profissional mais bem remunerado fora da gestão no Brasil, com salários entre R$ 19,5 mil e R$ 27,1 mil mensais. As empresas buscam quem saiba aplicar IA Generativa e plataformas de nuvem.
Possuir uma certificação reconhecida pode ser o diferencial que impulsiona a carreira. Segundo a Robert Half, 48% dos gestores de contratação em tecnologia no Brasil estão dispostos a pagar mais por candidatos com especializações comprovadas.
Fernando Corrêa enfatiza que, em segurança, uma certificação como CISSP não é um mero adorno curricular; é a prova de que o profissional dedicou tempo e esforço, algo que o mercado reconhece e remunera.
No ambiente corporativo, demonstrar o que se fez é mais impactante do que apenas listar o que se sabe. Contribuir com projetos open source, manter um perfil ativo no GitHub e publicar artigos técnicos são práticas que constroem credibilidade.
“No B2B, a reputação vem antes do contrato. Para quem atua com software, o portfólio público e as conexões certas superam muito o valor de um diploma”, complementa Thiago Muniz.
O domínio do inglês permanece uma barreira citada para o avanço na carreira tech. Um estudo com mais de 12 mil programadores brasileiros mostra que quem trabalha remotamente para empresas estrangeiras possui remuneração significativamente superior.
Este idioma é crucial em áreas como Cloud e IA, visto que grande parte da documentação e das melhores práticas globais estão nesse idioma.
Para concluir, o mercado exige mais do que apenas conhecimento técnico. É fundamental combinar a capacidade técnica com a visão de negócios, a adaptabilidade e a capacidade de aprendizado contínuo. A combinação de habilidades técnicas sólidas com a experiência prática e a comunicação eficaz é o caminho para o sucesso na área de tecnologia.
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