Peru em eleições tensas: 35 candidatos e crime em alta. O que espera o país após a escolha presidencial? Entenda a instabilidade e os desafios.
No próximo domingo, os peruanos votarão para escolher um novo presidente entre 35 candidatos, um número recorde. O país enfrenta um cenário complexo, marcado por um crime organizado crescente e uma instabilidade política crônica.
Com 34 milhões de habitantes e voto obrigatório, os discursos mais duros tendem a favorecer candidaturas de direita. Dentre elas, destaca-se a filha do ex-presidente Alberto Fujimori. No entanto, muitos eleitores chegam ao primeiro turno desorientados.
Esta eleição inédita também implica a escolha de deputados e senadores em um Congresso unicameral, algo que não ocorria desde 1990. Carmen Zúñiga, moradora do sul de Lima, expressa a preocupação com o contexto político, mencionando a presença de muitos rostos desconhecidos.
A principal apreensão dos peruanos reside na escalada da insegurança, impulsionada por grupos criminosos que competem com as estruturas locais. Apesar disso, a economia nacional é apontada como uma das mais estáveis da região, com baixa inflação e crescimento nas exportações minerais.
Os dados policiais mostram um aumento alarmante na violência. A taxa de homicídios subiu de mil em 2018 para 2.600 em 2025. Paralelamente, as denúncias de extorsão saltaram de 3.200 para mais de 26.500 no mesmo período.
Patricia Zárate, socióloga do Instituto de Estudos Peruanos, explica que o problema não é apenas o crime, mas sim a sua “dureza e intensidade”, citando extorsões, ataques e assassinatos como exemplos recentes.
O Peru chega a estas eleições após uma sucessão de presidentes curtos: oito em uma década. Metade deles foram destituídos por um Congresso que, segundo a população, já rejeitava. Isso gerou um descrédito político sem precedentes.
Pesquisas regionais indicam que mais de 90% dos peruanos demonstram pouca ou nenhuma confiança em seu governo e em seu Parlamento, índices elevados na América Latina. Os eleitores sentem que a política está ligada tanto à corrupção quanto ao crime organizado.
Keiko Fujimori lidera as pesquisas da Ipsos, com 15%, e é a candidata presidencial pela quarta vez. Em um possível segundo turno, a disputa se concentra entre ela, Carlos Álvarez e Rafael López Aliaga.
As propostas de direita incluem a reinstauração de “juízes sem rosto”, uma medida controversa usada nos anos 90. López Aliaga propõe o envio de criminosos para presídios na Amazônia, enquanto Álvarez defende a pena de morte para pistoleiros.
Os três líderes de direita também sugerem retirar o Peru da jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos, criticando-a por suposta proteção a criminosos. Se um segundo turno ocorrer entre eles, o país se alinha a uma onda de governos de direita na América Latina, com apoio dos Estados Unidos.
Ainda que Pedro Castillo, de esquerda, tenha surpreendido em 2021, o cenário atual mostra um eleitorado fragmentado. Professores e comerciantes apontam que, diante da corrupção, “qualquer um se candidata”.
Para o cientista político Eduardo Dargent, o eleitorado, sem fidelidade partidária, decidirá seu voto com pouca informação, dada a grande quantidade de aspirantes no pleito.
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