Crise no Oriente Médio impulsiona Ibovespa! Ações da Petrobras sobem 4,17% e Braskem perde terreno. Conflito intensificado por ataques EUA-Israel!
O temor inicial de que os conflitos no Oriente Médio afetassem negativamente o mercado financeiro se dissipou rapidamente. A segunda-feira, 2, trouxe uma reviravolta para o mercado acionário americano, e essa mudança influenciou positivamente os negócios aqui no Brasil.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou um aumento de 0,63% às 16h30 (horário de Brasília), atingindo os 189.972 pontos.
A alta expressiva do petróleo no mercado internacional, impulsionada por bloqueios no estreito de Ormuz – responsável por 20% da produção global da matéria-prima – foi um fator crucial. A Petrobras, com suas ações (PETR4, PETR3) subindo 4,17% e 4,1% respectivamente, liderou os ganhos.
A Braskem (BRKM5), por outro lado, apresentou a maior baixa do dia, refletindo a pressão adicional sobre a companhia devido ao aumento dos custos com nafta e etano, commodities derivadas do petróleo e do gás natural.
O movimento no mercado financeiro ocorreu em um contexto de intensificação do conflito no Oriente Médio, marcado pelos ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. A informação da morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, pelo presidente americano Donald Trump, confirmada posteriormente pelo governo iraniano, acirrou ainda mais a situação.
Marianna Costa, economista da Mirae Asset, ressaltou que “a intensificação do conflito eleva substancialmente o prêmio de risco geopolítico embutido no petróleo”.
O barril do petróleo Brent atingiu US$ 80, mas depois reduziu os ganhos, sendo negociado a US$ 77,65. O WTI, petróleo americano, avançou mais de 6%, a US$ 71,23. Nos Estados Unidos, as bolsas já operavam em terreno positivo, com o S&P subindo 0,32%, o Nasdaq em alta de 0,58% e o Dow Jones avançando 0,17%.
A semana também é marcada por uma agenda econômica intensa, com investidores acompanhando os PMIs industriais e de serviços, indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos e a divulgação do Livro Bege, documento que subsidia a próxima decisão de política monetária do Federal Reserve.
No Brasil, o principal destaque é a divulgação do PIB do quarto trimestre de 2025, prevista para terça-feira, 3. A mediana das estimativas aponta para uma expansão de 0,1% no período e crescimento acumulado de 2,3% em 2025. Ao longo da semana, serão conhecidos dados como IPC-S, Índice de Confiança Empresarial, Focus, Caged, PNAD Contínua, balança comercial, produção industrial e indicadores da indústria automotiva.
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