Di Paolo expande com vinhos próprios e nova vinícola em Bento Gonçalves. Saiba como o projeto de Paulo Geremia impulsionará o negócio!
Os vinhos de marca própria complementam a experiência gastronômica oferecida pela rede Di Paolo, que possui 31 anos de história no Rio Grande do Sul. Atualmente, a empresa conta com 22 unidades espalhadas por cinco estados brasileiros.
O faturamento registrado no ano passado atingiu R$ 170 milhões, e as projeções para 2026 indicam um crescimento expressivo, superando os R$ 200 milhões com a abertura de novas operações.
O movimento mais significativo desta fase é a construção de uma vinícola em Bento Gonçalves, localizada na serra gaúcha, a cerca de 120 quilômetros de Porto Alegre. A cidade, com 123 mil habitantes, é reconhecida como um polo de enoturismo no Brasil.
O novo empreendimento leva o nome de Paulo Geremia, que iniciou sua trajetória profissional como garçom em galeterias no interior gaúcho. Ele investiu R$ 12 milhões na estrutura, valor que cobre a construção e a aquisição de equipamentos europeus.
“Após mais de 30 anos com a Di Paolo, surgiu a vontade de criar vinhos próprios. A ideia começou há mais de seis anos, antes mesmo de termos este terreno. E não havia lugar melhor para realizar este projeto senão na serra gaúcha”, explica Geremia.
Mesmo antes da produção formal, as galeterias Di Paolo já ofereciam cartas de vinhos e espumantes com rótulos próprios. A elaboração e o envase são realizados pela empresa Valmarino, sediada em Pinto Bandeira, a 20 quilômetros de Bento Gonçalves, que também prestou consultoria para Geremia.
Esta não é a primeira incursão do empresário na produção vinícola. Ainda na infância, ele auxiliava o pai a produzir uma versão artesanal da bebida na propriedade da família, na pequena cidade de Dois Lajeados.
“Ter a vinícola agora é algo muito meu. Foi uma intuição, um lampejo que tive. Era algo que residia em mim desde a infância”, afirma o empresário.
Apesar da estrutura estar pronta, os vinhos só estarão disponíveis no mercado em aproximadamente dois anos. Até lá, uvas de um vinhedo do Spa do Vinho fermentarão em tanques de aço inox importados da Itália.
Em seguida, o líquido amadurecerá em barricas de madeira por meses e, após o envase, permanecerá nas garrafas por mais um ano. Como o plantio ocorre no Vale dos Vinhedos, Geremia busca o selo de Denominação de Origem (DO) para vinhos finos da região.
Geremia também adquiriu uma área adjacente para desenvolver um vinhedo próprio, com previsão de colheita das primeiras uvas em 2031. Ele enfatiza a importância do processo correto para a qualidade final do vinho.
Quando totalmente operacional, a vinícola Paulo Geremia terá capacidade para produzir 30 mil litros anuais. O local contará com um espaço de eventos para até 100 pessoas, com vista para os vinhedos. Anteriormente, a área era uma plantação de milho.
O prédio da vinícola abriga um restaurante com capacidade para 160 clientes, oferecendo um cardápio distinto das casas Di Paolo. Em vez da tradicional sequência de galetos, são servidos pratos à la carte que misturam a culinária típica da serra gaúcha com toques contemporâneos.
A expansão da Di Paolo ocorre exclusivamente por meio de unidades próprias, onde Geremia mantém um sócio-operador em cada local. Fora do Rio Grande do Sul, a parceria é mantida apenas com Jandir Dalberto, ex-CEO da Fogo de Chão.
Para alcançar a meta de faturamento, a Di Paolo abrirá novas unidades em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Das 22 operações, menos da metade está sediada no Rio Grande do Sul.
As aberturas mais recentes ocorreram em Foz do Iguaçu, no Paraná, e em Torres, no litoral gaúcho, local da primeira galeteria onde Geremia trabalhou. Após mais de três décadas, ele lidera uma empresa com mais de mil funcionários.
A próxima unidade será inaugurada em Brasília ainda neste ano, um espaço de mais de mil metros quadrados com investimento de R$ 8,5 milhões, projetado para atender 220 clientes. Há também planos para uma abertura em Gramado, sob a marca Dipa, que foca em pratos à la carte.
A empresa possui uma indústria em Bento Gonçalves, que abastece os restaurantes e fabrica itens de marca própria para supermercados, como massas, caldos e doces. Geremia reforça que nada na Di Paolo é reaquecido.
“As massas são feitas na hora do pedido, assim como a polenta brustolada, que sai direto da chapa para o cliente”, explica. A logística é rigorosa, com fornecedores que garantem a qualidade, mantendo a tradição de serviço que remonta às colônias gaúchas.
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