Bitcoin cai para US$ 68 mil! O foco volta para o ultimato de Donald Trump ao Irã e o petróleo. Saiba como a geopolítica afeta as criptos.
Nesta terça-feira, 7, o bitcoin, a maior criptomoeda do mundo, apresentou um leve recuo em suas negociações. Após flertar com os US$ 70 mil nos dias anteriores, o ativo caiu para a faixa dos US$ 68 mil.
O mercado está agora direcionando sua atenção para o ultimato emitido pelo presidente Donald Trump em relação ao Irã e ao preço do petróleo. O cenário macroeconômico e os desdobramentos de conflitos geopolíticos continuam a influenciar a cotação de diversos ativos de investimento, incluindo as criptomoedas.
Atualmente, o bitcoin é cotado em US$ 68.024, registrando uma queda de 2% nas últimas 24 horas, conforme dados divulgados pelo CoinMarketCap. Apesar desse recuo recente, a criptomoeda acumulou uma alta de 1,3% nos últimos sete dias.
Em relação ao sentimento geral do mercado cripto, o Índice de Medo e Ganância aponta para um nível de “medo extremo”, registrado em 11 pontos. Esse indicador sugere cautela entre os investidores.
“O bitcoin estende o movimento de correção e volta a negociar abaixo dos US$ 69 mil após rejeitar a faixa dos US$ 70 mil, um nível técnico importante no curto prazo,” afirmou Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget para a América Latina.
Ele observou que o fluxo institucional trouxe um ponto positivo, com ETFs à vista registrando a entrada de US$ 471,32 milhões em um único dia, o maior volume desde 25 de fevereiro. Contudo, esse suporte não foi suficiente para sustentar o preço.
Gil Herrera complementou que o ambiente macroeconômico mais desafiador fez com que o mercado permanecesse mais sensível a fatores de liquidez e risco global do que a fluxos pontuais. A atenção se volta para o ultimato de Donald Trump ao Irã, mantendo o petróleo em patamares elevados, com o Brent acima de US$ 110.
Esse cenário pressiona as expectativas de inflação, limitando o espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve. Assim, mesmo com sinais de retomada da demanda institucional, o pano de fundo é a reprecificação de juros e a ausência de melhora na liquidez global.
O bitcoin tende a manter um viés mais cauteloso até que esses vetores mudem, especialmente com os próximos dados de inflação nos EUA.
Em resumo, os investidores devem acompanhar de perto os desdobramentos geopolíticos e os dados econômicos americanos. A sensibilidade do bitcoin ao risco global sugere que a volatilidade deve persistir no curto prazo, exigindo uma postura mais cautelosa dos participantes do mercado.
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