Ministra Anielle Franco denuncia “justiça incompleta” no julgamento de Marielle! 💔
Supremo Tribunal Federal julga morte da ex-vereadora em caso chocante.
Verdade e responsabilização: o que está em jogo nesta semana crucial
Em um momento de grande tensão, momentos antes do início do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã de Marielle Franco e Anderson Gomes, expressou sua profunda tristeza e descrença diante da situação.
A ministra declarou que “não há justiça maior que possa ser feita, porque eles não estão aqui”, evidenciando a ausência física dos responsáveis pelo crime que tirou a vida de sua irmã e do motorista.
Anielle Franco ressaltou o papel fundamental do Judiciário na investigação e punição dos responsáveis, mas admitiu que nenhuma sentença seria capaz de reparar a dor inenarrável causada pela morte de Marielle e Anderson. A ministra enfatizou que o julgamento, que se estenderá até quarta-feira (25), é um passo crucial para garantir que a verdade seja revelada e que os culpados sejam responsabilizados.
A ministra atribuiu o desfecho do caso a mudanças significativas no cenário político e institucional do país, especialmente à retomada da democracia a partir de 2022. Ela reconheceu a importância do trabalho da Polícia Federal na identificação dos mandantes, evidenciando que o processo judicial é resultado de um esforço conjunto de diversas instituições.
Anielle Franco também destacou a gravidade da violência política exposta pelo crime, ocorrido em 2018, e cobrou medidas estruturais para evitar que tragédias semelhantes se repitam. Ela enfatizou a necessidade de investir em segurança pública, considerando inaceitável o assassinato de uma parlamentar e a importância de combater o crime organizado de forma eficaz.
A ministra afirmou que o assassinato de Marielle expôs a atuação do crime organizado no Estado, abrindo caminho para investigações mais profundas. Ela expressou o desejo de que as autoridades e instituições possam agir com firmeza para garantir a segurança de todos e evitar que casos como esse se repitam.
A ministra concluiu que o Rio de Janeiro e o país precisam de segurança pública para que a justiça seja feita.
A Primeira Turma do STF iniciará, nesta terça-feira, o julgamento dos acusados de planejar os assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018 no Rio de Janeiro. O julgamento, que deve se estender até quarta-feira (25), será presidido pelo ministro Flávio Dino, relator do caso, e revisado por Cristiano Zanin.
O caso chegou ao STF devido ao mandato que o ex-deputado federal Chiquinho Brazão exercia na Câmara dos Deputados.
A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), aceita pelo STF em junho de 2024, baseou-se em provas colhidas, incluindo o acordo de delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, autor confesso dos disparos. Os principais acusados são Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, apontados como os mandantes do crime, e Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do RJ, acusado de dificultar as investigações.
Ronald Paulo de Alves, o “Major Ronald”, e Robson Calixto Fonseca, o “Peixe”, também estão envolvidos no processo.
Durante o julgamento, o ministro Alexandre de Moraes irá ler o relatório, que resume os fatos, as alegações da acusação e da defesa. Em seguida, inicia-se a fase de sustentações orais, onde o representante da PGR, o advogado assistente de acusação e os advogados dos réus apresentarão seus argumentos.
A decisão final, que determinará a absolvição ou a condenação dos réus, será tomada pela maioria dos ministros do STF.
O crime, que resultou na morte da vereadora Marielle Franco e do seu motorista Anderson Gomes, foi descoberto em 2023, após determinação do Ministério da Justiça. A Polícia Federal, em conjunto com a Polícia Civil, investigou o caso, e em junho de 2024, o STF aceitou a denúncia da PGR, que apontou os irmãos Brazão como os mandantes do homicídio.
A motivação do crime era a atuação política de Marielle, que dificultava a aprovação de leis para regularizar áreas dominadas por milícias.
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